Os segredos da administração de conflitos no condomínio


Cachorro, crianças, garagem, inadimplência, barulho. Os conflitos no condomínio são inevitáveis. Lidar com a coletividade implica, necessariamente, em ter jogo de cintura para administrar e tentar conciliar todos os interesses.

 

Por isso, o síndico deve desenvolver habilidades que o possibilitem mediar essas situações e garantir uma boa convivência entre todos.

 

Separamos algumas dicas para o síndico administrar os conflitos da vida condominial da melhor forma possível.

Confira!

 

Saiba o que dizem as leis condominiais

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O conhecimento é sempre um aliado do síndico na hora de resolver conflitos no condomínio.

Ele deve estar ciente das disposições do Código Civil, da convenção de condomínio e no regimento interno.

Afinal, são as normas que contêm as principais disposições sobre a vida condominial, e cabe ao síndico cumpri-las e fazer com que os moradores as cumpram.

 

É dever do síndico, por exemplo, cobrar as taxas condominiais e aplicar as multas previstas.

Se isso está disposto na lei, não há motivo para conflito.

 

No mesmo sentido, é direito do condômino dispor livremente de sua unidade.

Então, se ele deseja modificar o interior de seu apartamento, ninguém pode interferir na sua liberdade, desde que ele cumpra as normas sobre obras.

 

Uma boa dica é o síndico fazer uma cartilha ou uma assembleia para falar sobre os direitos e deveres estabelecidos em lei para a vida condominial.

É uma ótima forma de administração de conflitos e de prevenção.

 

Tenha um canal de comunicação com os moradores

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Abrir canais de comunicação com os moradores é uma excelente medida que o síndico pode tomar para uma boa administração de conflitos no condomínios.

 

O livro de ocorrências, por exemplo, pode ser usado por qualquer morador para registrar diversas situações, como sugestão de melhoria, observação sobre as áreas comuns, reclamações de barulho, uso de drogas.

Entretanto, por ele ser público, pode causar algumas confusões.

 

Por este motivo, há condomínios que preferem adotar outros canais de comunicação, como e-mail, site ou fichas de reclamação autônoma (depositadas em uma caixa fechada que é acessada somente pelo pessoal autorizado).

 

Com esses canais abertos, o síndico ou a administradora tem consciência do que se passa no condomínio e pode adotar as melhores medidas para resolver potenciais conflitos.

 

Seja acessível

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A chave de um bom relacionamento é a troca sincera. Isso vale para qualquer relação. Inclusive entre moradores, entre eles e o síndico.

Quando o administrador reúne características amigáveis, é muito mais fácil gerir os conflitos no condomínio.

 

Dentre elas, destacamos:

 

  • Saiba ouvir os envolvidos: para ser imparcial e resolver um conflito, é preciso dar oportunidade de fala a todos os envolvidos. Somente assim, é possível adotar uma medida justa. Em casos mais graves, peça auxílio do conselho ou submeta a questão à assembleia.

 

  • Seja transparente: não existe mais a figura do síndico centralizador e linha-dura. Quanto mais transparência nas ações, mais fácil fica a gestão e menor as chances de conflitos provenientes de prestação de contas, sorteio de vagas, obras e outros assuntos coletivos.

 

  • Converse bastante: muitos conflitos, como barulho e crianças, se resolvem com uma mera conversa. Torne sua gestão aberta ao diálogo.

 

Infelizmente, nem todos os conflitos no condomínio podem ser resolvidos internamente.

Para esses casos mais complexos, existe a mediação de conflitos, a arbitragem, o Juizado Especial Cível e a Justiça Comum.

 

A administração de conflitos no condomínio é uma atribuição do síndico que não provém diretamente da lei, mas da própria vida em coletividade. Um bom síndico certamente tira isso de letra!